sábado, 15 de maio de 2010

Idade em Palavras!

Certo é que as palavras que usamos no nosso vocabulário diariamente indicam nossa maturidade. Não discuto!
Estou quase já na minha quarta década de vida e a maneira como as vezes me expresso não cabe à minha pessoa. Quem me conhece como pessoa sabe como sou e quem sou, mas quem não me conhece, me acha uma pessoa imatura.
Mesmo sem querer passar esta imagem, ainda escolhendo as palavras, escorrego no tomate. E lá vem puxão de orelha. Um de familiar próximo: "Fale mais devagar, falar rápido indica imaturidade". Assim, seco, direto! Outro, de mim mesmo: "sinistro, sinistro é lá palavra q se diga ao sogro?????". Isso depois de escutar sua resposta à minha colocação: "é, o trânsito estava (...) SINISTRO" e sair. Poxa! Toma! E eu ainda pensei na palavra, sabia que era inaqueda para o momento e saiu.
Porque???? Porque mesmo sabendo que estamos fazendo errado, erramos???? É muita burrice da raça humana!
Taí... o pior é o auto-puxão de orelhas! Acaba comigo! É tipo uma derrota moral, entende?
Já estou martelando essa história do SINISTRO a uma semana e ainda me envergonho de tal fato. Precisava assim, AHHHHHH, desafogar.
Quero mudar, quero crescer, e minha mente quer voltar ao tempo.
Tenho explicação para tal fato. Vamos lá: estou em uma época difícil: tenho profissão, não tenho trabalho; tenho idade, não tenho trabalho: tenho casa, e não tenho; tenho tudo, não tenho nada; o pouco que tenho não me pertence.
Não seria tão mais fácil voltar aos tempos de colégio, onde tudo o que fazíamos era brincar de estudar??? Melhor ainda voltar ao jardim de infância e só se preocupar em desenhar. Já sei, a perfeição, voltar pra barriga da mãe...
Melhor não poderia ser. Silêncio, quentinho, tanto amor, tanta paz! Sem nada com o que se preocupar! Absolutamente nada!
Quando estou triste sempre penso nisso.
As vezes, busco esses momentos de paz, sem nada na cabeça, só apreciar o momento. Ocasiões q me proporcionam este raro prazer:  um pôr do sol (mas tem que ser na completa solidão), uma montanha a vários metros de altitude, só escutando o vento bater, olhar pela janela o carro qdo dirijo e pensar q lá fora existe um mundo a parte do meu.
Quero crescer, quero amadurecer... sei q um dia as coisas acontecerão para mim, e quando acontecerem, será tudo de uma vez, uma avalanche.
Enquanto isso, me recuso a encarar a realidade e continuo tentando driblar a responsabilidade. Alguém me acompanha?

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